quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Entendendo a Palavra de Deus.

A VIDA DO HOMEM É UMA LUTA!

Jesus e os discípulos se despedem do povo.
Ele fica sozinho no monte para orar, assim como fazia Moisés e Elias, pois a oração faz parte da sua missão e pode ser preparatória para um acontecimento importante; os discípulos entram na barca e seguem para o mar (da Galileia) durante toda aquela noite.
Eis que se aproxima a aurora, momento oportuno do auxílio divino e então Jesus caminha sobre a água.
Os discípulos não são capazes de reconhecer o Mestre; pelo contrário, sentem medo frente ao “fato inusitado”.
Jesus se identifica: “Sou eu”.
O Antigo Testamento, sobretudo nos cincos primeiros Livros (Pentateuco), nos lembra da clássica frase da auto apresentação de Javé: “Eu sou” (Êxodo).
E Jesus conclui com a clássica frase de salvação: “não temais”.
Mesmo assim os discípulos continuam sem entender, ou seja, para usar a expressão usual do momento, a “ficha ainda não havia caído” e só cairia após a ressurreição do nosso Senhor.
Os evangelistas sempre apresentam o caráter de um Jesus que sempre recorre à oração, não apenas para dar exemplo e testemunho, mas ainda porque se sente verdadeiro homem necessitado, portanto, em sintonia com Deus.
Confortado pela oração, aproxima-se Jesus dos discípulos já desanimados.
Quantas vezes nos sentimos também desanimados pela correria, às vezes até sem sentido, do dia a dia: desilusão, a falta de fé, desconfiança, incompreensões, provocações que a vida nos reserva, sacudidas pelo vento de tendências opostas, desatinos.
Já diria Jó: “A vida do homem é uma luta” (Jó 7,1).
O “planejamento estratégico” do homem consiste em identificar qual é o verdadeiro sentido da sua vida, para só depois corrigir ou aperfeiçoar o seu rumo.
Jesus está sempre a nos lembrar: “Coragem, sou eu, não temais!”.
Quando estamos na tribulação, quase sempre esquecemos que junto a nós há a presença divina que pode até não nos tirar das dificuldades naquele momento pontual (nem sempre entendemos os desígnios do Senhor), mas sempre está a nos estender as suas mãos nos propondo soluções, nos “ensinando a pescar”.
Tais saídas muitas vezes só são vislumbradas pelas lentes da oração através da fé e da determinação dos discípulos.
Coragem!


Pe. Helder Tadeu
SCIO CUI CREDIDI - Sei em quem Acreditei.

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